A prova portuguesa, organizada pelo ACP, é das mais apetecíveis do calendário mundial. Um verdadeiro desafio em troços de terra, muito competitivos e técnicos, mas que não constituem uma agressão permanente às mecânicas dos carros e que permitem aos pilotos exibirem a sua técnica. Por essa razão, o Vodafone Rally de Portugal é cobiçado por nomes consagrados dos ralis mundiais. Que o digam Sébastien Ogier ou Dani Sordo, entre outros, que sem contarem com um calendário completo, fazem questão em participar na prova portuguesa, a sexta do calendário de 2026.
Depois de importantes desafios em asfalto, que até contribuíram com algumas surpresas, a Toyota continua a sublinhar o seu tom dominante com cinco vitórias em cinco provas disputadas, arrebatando também a totalidade de três pódios. Este incrível domínio foi apenas interrompido com o 2º lugar dos Hyundai de Adrien Fourmaux no Safari do Quénia e a 3ª posição do regressado Hayden Paddon na Croácia. No fundo, cinco vitórias Toyota, duas para o japonês Takamoto Katsuta (Quénia e Croácia) e com o promissor Oliver Solberg a triunfar em Monte Carlo, Elfyn Evans na Suécia e o campeão Sébastien Ogier nas Canárias. Agora as especiais portuguesas vão servir para testar emoções entre diferentes gerações de pilotos, num verdadeiro teste às mecânicas da Toyota e da Hyundai, sem esquecer obviamente, a mais ofuscada M-Sport Ford, que espreita a qualquer altura resultados mais positivos.
O frio, gelo e neve foram cartões de visita para a abertura do WRC 2026. Primeiro em Monte Carlo, entre 22 e 25 de janeiro, com Oliver Solberg a bater os seus colegas de equipa Elfyn Evans e Sébastien Ogier, depois na Suécia, de 12 a 15 de fevereiro, com triunfo de Elfyn Evans perante mais dois Toyota de Takamoto Katsuta e Sami Pajari. O piloto japonês da Toyota viria a subir pela primeira vez ao lugar mais alto do pódio no Quénia, disputado entre 12 e 15 de março, mas aqui com o Hyundai de Adrien Fourmaux a conquistar o 2º lugar, na frente do Toyota de Sami Pajari. Depois veio a Croácia entre 10 e 12 de abril, que deu a segunda vitória consecutiva a Takamoto Katsuta, depois do surpreendente abandono do então líder Thierry Neuville, precisamente na Power Stage, a derradeira especial da prova.
Nesta vitória surpresa de Katsuta, Sami Pajari subiu ao 2º lugar, dando mais uma dobradinha à Toyota, enquanto Hayden Paddon conquistava um brilhante 3º lugar para a Hyundai. Mais recentemente, entre 23 e 26 de abril o Rali das Canárias, fazia regressar Sébastien Ogier e Dani Sordo, com o prazer especial de correr no seu país. Aqui o domínio da Toyota foi soberano, e promoveu um interessante duelo de diferentes gerações. Sébastien Ogier e Oliver Solberg desafiaram-se ao longo de quase toda a prova, com um erro de Solberg, no penúltimo troço, a comprometer um duelo final, dando assim a vitória ao veterano campeão Sébstien Ogier, na frente de mais dois Toyota, de Elfyn Evans e Sami Pajari. Espera-se agora por fortes reações da Hyundai no Vodafone Rally de Portugal, entre 7 e 10 de maio.
Antes da prova portuguesa, o panorama do mundial de ralis é extremamente interessante. Elfyn Evans passou a liderar o campeonato de pilotos, mas apenas com dois pontos de vantagem para o seu colega de equipa Takamoto Katsuta. Evans soma 101 pontos, enquanto Katsuta totaliza 99 pontos. Depois, mais dois Toyota, o de Sami Pajari com 72 pontos, que tem muito perto Oliver Solberg com 68, aparecendo depois o primeiro Hyundai, o de Adrien Fourmaux com 59 pontos, apenas mais um que o Toyota do campeão Sébastien Ogier com 58. Entre os construtores, a diferença é enorme, com a Toyota a somar 265 pontos contra os 167 da Hyundai.