Portugal volta a receber o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) com a realização do Vodafone Rally de Portugal, sexta etapa da temporada. A edição deste ano introduz uma das alterações mais significativas dos últimos anos: o reforço da competição logo no arranque da prova.
Primeiros dias com mudanças no percurso
As principais novidades concentram-se nas etapas iniciais, com alterações que introduzem novos desafios técnicos:
- A super-especial da Figueira da Foz (1,93 km) apresenta um traçado renovado
- As classificativas de Arganil (18,62 km) e Góis (15,66 km) são disputadas em sentido inverso ao habitual
- A Lousã (7,07 km) estreia-se como troço totalmente novo
Fim de semana decisivo com Fafe em destaque
O sábado, 9 de maio, inclui nove classificativas, enquanto o “Super Domingo” será disputado ao longo de quatro especiais.
A segunda passagem por Fafe (11,18 km) volta a assumir o papel de Power Stage, mantendo-se como um dos momentos decisivos da prova. Já a cerimónia de pódio apresenta uma alteração relevante, passando a realizar-se junto ao final da derradeira classificativa.
Uma prova de grande dimensão
Ao longo dos quatro dias de competição, os concorrentes enfrentam:
- 23 classificativas
- 344,91 quilómetros cronometrados
- 1874,58 quilómetros no total, incluindo ligações
O percurso volta a atravessar o Centro e o Norte do país, mantendo a diversidade de terrenos que caracteriza a prova portuguesa.
Lista de inscritos com forte presença do WRC
A edição de 2024 conta com 70 equipas inscritas, incluindo as principais formações do Campeonato do Mundo.
Elfyn Evans e Scott Martin chegam a Portugal como líderes do campeonato, liderando uma armada da Toyota que ocupa cinco dos seis primeiros lugares da classificação geral.
Entre os nomes em destaque está Sébastien Ogier, que regressa ao volante de um Toyota Yaris com o objetivo de alcançar a oitava vitória em Portugal. A concretizar-se, reforçará o estatuto de piloto mais bem-sucedido da história da prova.
Além do francês, também Elfyn Evans e Thierry Neuville já venceram em território nacional, enquanto vários outros pilotos procuram juntar-se a este grupo restrito.
Do lado português, Armindo Araújo — vencedor por três vezes — volta a ser uma das principais referências, procurando destacar-se entre os pilotos nacionais, apesar de não competir com um Rally1.
Categorias em destaque
Portugal recebe um forte contingente nas várias categorias:
- 11 equipas em Rally1
- 44 equipas em Rally2, com destaque para Yohan Rossel, líder do WRC2
- 13 equipas em Rally3, incluindo 9 no WRC3 e 7 no JWRC
“A competição, a paixão e a dedicação são os ingredientes que fazem do Vodafone Rally de Portugal uma referência mundial. Os melhores pilotos e os melhores carros não perdem a etapa nacional, que fica sempre na memória com a devoção dos milhares de espetadores que ao longo do percurso vibram com eles.
É uma enorme festa que gera um impacto económico brutal nas regiões atravessadas pelo rali, mas que só se realiza graças ao empenho dos municípios envolvidos, dos organismos promotores do turismo e dos patrocinadores”, afirmou Carlos Barbosa, Presidente da Comissão Organizadora.
Exponor volta a ser o centro nevrálgico
A Exponor, em Matosinhos, volta a ser o centro operacional do Vodafone Rally de Portugal.
A infraestrutura estará totalmente montada já no próximo domingo, dia 3 de maio, e os trabalhos de preparação para a prova no terreno têm início nesse mesmo dia com a abertura das verificações administrativas.
Os reconhecimentos do percurso começam no dia seguinte e prolongam-se até quarta-feira, dia 6 de maio.