O primeiro dia do Vodafone Rally de Portugal encerra de forma memorável na Figueira da Foz, com uma classificativa que alia espetáculo puro a uma exigência técnica muito particular. Depois de um dia intenso em pisos de terra, marcado por troços rápidos, zonas técnicas e desafios constantes, é junto ao Atlântico que pilotos e máquinas enfrentam um derradeiro teste desta vez num formato mais compacto, mas não menos desafiante.
Esta especial, disputada num traçado fechado, distingue-se das restantes pela sua natureza mais “urbana” e pelo contacto direto com o público. Aqui, ao contrário das classificativas tradicionais em estrada aberta, os pilotos enfrentam um percurso desenhado para maximizar a visibilidade e o espetáculo, com curvas apertadas, mudanças bruscas de direção e zonas que exigem manobras de elevada precisão.
É um verdadeiro palco onde a perícia ao volante é exposta ao detalhe. Ao longo do traçado, os concorrentes são obrigados a executar travagens fortes, acelerações curtas e sucessivas, bem como rotações rápidas do carro em espaços reduzidos. As zonas mais técnicas exigem controlo absoluto do veículo, sendo frequente ver derrapagens controladas ao limite da aderência. Cada erro,por pequeno que seja, pode custar tempo precioso, sobretudo num percurso onde as diferenças se medem em décimos de segundo.
Mas mais do que uma prova de velocidade, esta especial é também uma demonstração de habilidade e espetáculo. É aqui que os pilotos mostram toda a sua sensibilidade ao volante, equilibrando agressividade com precisão. Para o público, é uma oportunidade única de observar de perto os carros de Rally1 em ação, num ambiente onde cada detalhe desde o som do motor ao comportamento da suspensão é facilmente percetível.
Conheça as Zonas Espetáculo na Figueira da Foz
O que pode encontrar na Figueira da Foz
Extensas praias de areia branca, águas frescas e cristalinas, ares limpos e suaves: é plenamente compreensível associar Figueira da Foz a uma estância balnear de excelência – as razões são plausíveis, uma vez que atualmente é um dos destinos mais procurados para umas férias próximas do sol e do mar. No entanto, esta terra do Distrito de Coimbra usa a sua privilegiada posição geográfica para dar luz ao vasto património histórico e cultural. O calor por estas regiões não é somente atmosférico, mas também humano: uma qualidade que convida a conhecer a hospitalidade destas gentes e experimentar a famosa gastronomia.
Quem melhor conhece os segredos desta cidade confirma que se trata de um tesouro com vistas e atividades para todos os gostos: praias urbanas e semisselvagens, esplanadas e restaurantes à beira-mar, longos paredões destinados a passeios perto da natureza, espetáculos culturais e animação noturnas. Aqui, o areal cresce sem mesura, a água cria uma ponte entre o Atlântico e o Mondego, as identidades preservam-se. E vivem-se.
O que comer?
Sabores apurados pelo saber de uma longa tradição. Em Figueira da Foz, a comida baseia-se num elemento comum, e altamente predominante, na vida de cada figueirense: o mar. Escusado será dizer que o peixe e o marisco fresco são as propostas mais tentadoras à mesa, principalmente porque não há barreiras na confeção, desde as formas mais tradicionais às mais modernas. Para acompanhar o peixe, há uma ampla variedade de produtos agrícolas maioritariamente regados pelos Mondego – portanto, sabe que está a comer um prato autêntico e criado nesta terra pelas mãos de quem sabe nela trabalhar.
A doçaria não deixa de ser um aspeto apelativo, e se estiver de férias ainda mais. É inevitável não referir as Papas de Moado, um doce com sangue de porco – sim, leio bem – que se fazia para as principais festas e romarias do ano.
São precisas muitas horas de trabalho: desde logo porque se deve mexer de forma ininterrupta o preparado de farinha e sangue ao lume.
Depois, adicionam-se o açúcar, as especiarias e os frutos secos. Verte-se em pequenas doses e decora-se com canela em pó. Idealmente guardado para dias frio, devido à carga calórica, é uma sobremesa que não deve passar despercebida.

O que fazer?
- Pelo mar
O vento faz parte de Figueira da Foz e, por mais impertinente que seja, o importante é saber aproveitá-lo. Uma aula de stand-up paddle (SUP) é a opção ideal para fazer algo diferente e fugir à rotina. Cada aula tem a duração de 90 minutos e é composta por três momentos, aquecimento, explicação e execução, que são devidamente acompanhados por um instrutor, que não só cobre os aspetos técnicos mais importantes deste desporto, como está presente no momento em que se soube à prancha.
- Pela terra
A Serra da Boa Viagem é um ecossistema que existe por si só. Com cerca de 258 metros de altura, é ocupada por um extenso Parque Florestal e está munida de áreas de lazer, parques infantis e equipamentos que permitem a realização de circuitos de manutenção. Se subirmos ao Miradouro da Vela, podemos encontrar a Ilha da Morraceira, a geometria das salinas do estuário do Mondego e o desenho da enseada de Buarcos e São Julião. Há aqui várias apostas para partir à descoberta da riqueza florestal e geomorfológica da região.

Saia da rotina e vá fazer Stand-up Paddle

As impressionantes vistas da Serra da Boa Viagem
Um dia na Figueira da Foz