A edição de 2026 apresenta um formato renovado, com 23 especiais cronometradas distribuídas por cerca de 345 quilómetros disputados ao cronómetro, num total aproximado de 1862 quilómetros.
O arranque competitivo é antecedido, na quarta-feira, dia 6 de maio, pelo shakedown em Baltar, momento decisivo para as últimas afinações das equipas.
A base operacional mantém-se na Exponor, em Matosinhos, que volta a assumir o papel de quartel-general da prova.
Na quinta-feira, 7 de maio, Coimbra recupera o protagonismo com a partida oficial do rali, marcando o início da competição em pisos de terra.
O primeiro dia liga Águeda a Sever do Vouga, segue até Albergaria-a-Velha e termina na Figueira da Foz, num traçado que conjuga exigência técnica e espetáculo.
A sexta-feira concentra-se na região Centro, com o Vodafone Rally de Portugal a regressar a troços emblemáticos como Mortágua, Arganil, Lousã e Góis.
No sábado, a prova estende-se ao Norte, com classificativas em Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes, terminando com a superespecial de Lousada, com a superespecial que reforça a ligação única entre pilotos e público.
As decisões ficam reservadas para o “Superdomingo”, com Vieira do Minho e Fafe, e o seu icónico salto, a poderem ser determinantes para a classificação final.
Para Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal, a edição de 2026 confirma o peso da prova muito para além do desporto: “É uma prova que representa muito mais do que competição. O impacto económico é extraordinário. Num momento em que há cada vez mais países interessados em integrar o Mundial, é motivo de orgulho ver Portugal manter-se entre as provas mais respeitadas”.
Destacou ainda a continuidade do investimento ambiental, com o mais elevado reconhecimento da FIA, e deixou agradecimentos ao Turismo de Portugal, parceiros, autarquias, forças de segurança, voluntários e adeptos que, reforçou, “fazem do Rally de Portugal uma prova verdadeiramente especial”.
O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, evidenciou o trabalho conjunto entre regiões: “Centro e Norte não concorrem, complementam-se”.
Sublinhou a cooperação regular na promoção internacional e defendeu a importância de descentralizar grandes eventos, pois reforçam a atratividade do país além do sol e do mar.
“São iniciativas que geram mais de 190 milhões de euros em retorno e comunicação e que promovem cidades, vilas e territórios de baixa densidade".
Já o Presidente do Turismo da Região Centro, Rui Ventura, considerou o rali “um dos maiores ativos promocionais do país”, salientando o impacto particular nas zonas de menor densidade populacional: “Durante estes dias cria-se uma dinâmica económica que dificilmente existiria noutra altura do ano. É um verdadeiro exemplo de coesão territorial e de trabalho em rede entre Centro e Norte”.
Também Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, destacou a relevância estratégica do evento para o país, defendendo que grandes acontecimentos internacionais como o Vodafone Rally de Portugal são determinantes para a afirmação externa do destino e para a criação de valor acrescentado no setor do turismo.
Além de agradecer o papel do ACP na criação de um "grande evento", sublinhou o forte retorno económico e mediático da prova e a sua capacidade de projetar Portugal como destino diversificado, competitivo e capaz de organizar eventos de escala mundial, reforçando que o apoio institucional é essencial para manter o rali no calendário das grandes competições internacionais.
Recorde-se que, para além da dimensão desportiva, o Vodafone Rally de Portugal mantém-se como referência internacional em sustentabilidade.
Reconhecido pelo Comité Olímpico Internacional como padrão de boas práticas ambientais no desporto, detém desde 2017 o mais elevado nível de reconhecimento ambiental atribuído pela FIA.
A organização continua a reforçar medidas de redução da pegada carbónica, gestão responsável de resíduos e preservação dos ecossistemas atravessados pelas especiais, em articulação com municípios e entidades regionais.
O Vodafone Rally de Portugal reafirma-se, assim, como uma prova de excelência, aliando exigência competitiva, promoção territorial e compromisso ambiental, num cenário natural que continua a projetar Portugal além-fronteiras.